Finalmente, o apresentador do evento chama Lelê para a primeira prova. Ao escutar seu nome, ela começa a tremer. “É agora. É tudo ou nada”, pensa.
Vai à frente de todos e faz uma leve reverência ao público. Ouve a grande torcida da bandeira azul, que é da equipe da qual faz parte, gritar seu nome.
– Lelê! Lelê!
Ela procura concentrar-se em seu coração e segui-lo, como sua mãe aconselhou. Mas ele bate tão forte, tão forte, que não tem a menor dificuldade para ouvi-lo. A grande dificuldade está em acalmá-lo!
Ao ser dada a ordem para começar, Lelê levanta voo e inicia suas acrobacias. Ela começa um pouco titubeante*, mas aos poucos vai se sentindo mais firme e solta, desenvolvendo um maravilhoso bailado no ar.
Gritos, aplausos, muitos aplausos. A plateia delira!
O apresentador anuncia que as gaivotas realizarão individualmente mais uma série de voos. Elas se preparam, e ao ser dado o sinal, surgem no céu da ilha os mais diferentes e incríveis voos acrobáticos: voos rasantes, parafusos, folhas-secas misturadas com mergulhos no mar.
Pouco a pouco as gaivotas vão sendo desclassificadas, e, ao final, como todos esperavam, apenas as três atletas são classificadas para disputar a medalha de ouro.
É emocionante ver e ouvir as torcidas das gaivotas, animadas pelo empolgado apresentador, fazendo em terra coreografias e cantando para suas atletas preferidas.
Nesta etapa das provas, inicialmente as três se apresentarão juntas. É a prova de sincronismo com tempo marcado.
As três se entreolham. Estão nervosíssimas! Vavá resolve provocar suas rivais.
– Esta é a minha prova preferida! Que vença a melhor! – diz Vavá com ironia.
– Vencerá! – responde Belinha. E desafiando as colegas, prossegue – Não esqueçam, eu sou a campeã da escola!
– Aproveite bem este título, querida, pois ainda hoje eu serei a campeã! – responde Lelê.
– Você, campeã? Ha-ha-ha! Sabe quando isto vai acontecer? Nunca! – provoca Belinha.
As três, ao mesmo tempo, viram o rosto para o outro lado. Estão se sentindo poderosas! Campeãs! Sem dizerem mais nada, com muita pose voam juntinhas em direção aos céus.
As próximas provas são perigosas! As gaivotas, em alguns momentos, ficam muito próximas umas das outras e, como desenvolvem grande velocidade, podem se machucar.
Ao se reunirem no ar, antes mesmo do início da prova, Belinha não controla bem a proximidade e bate com a asa em Lelê.
– Aiii! – diz Lelê.
– Desculpa, foi sem querer! – responde Belinha.
Lelê se desequilibra e, se não fosse Vavá para segurá-la firme, teria caído.
O alto-falante avisa que as três voarão juntas, e seus movimentos deverão ser exatamente iguais e realizados ao mesmo tempo. Formarão o número oito no ar, em seguida descerão como se estivessem em uma montanha-russa, e subirão rapidamente para cair, formando uma chuva de estrelas.
Ao ouvirem o sinal, as três fazem os desenhos no ar, mergulham corajosamente e sobem para a chuva de estrelas. Magnífico! As três são perfeitas! Nota máxima! Mas, assim que é dado o sinal do término da prova, Belinha bate novamente com a asa em Lelê.
FURTADO, Maria Cristina. A grande campeã. São Paulo: Editora do Brasil, 2015.
VOCABULÁRIO:
*Titubeante: que não tem certeza; hesitante.
| SUBSTANTIVO PRÓPRIO | SUBSTANTIVO COMUM | ADJETIVO | VERBO |
|---|---|---|---|
| Palavra | Separação | Classificação |
|---|---|---|
| CORRER | ||
| GAIVOTA | ||
| TRÊS | ||
| VELOCIDADE | ||
| PÁSSARO |
Toque nas palavras que são verbos.
Título: E agora, quem será a grande campeã?
Após a última prova, Lelê, Belinha e Vavá receberam nota máxima. Mas a competição ainda não terminou! O apresentador anuncia que haverá uma última prova para decidir quem será a grande campeã.
Imagine o que aconteceu depois e escreva essa parte da história.
No seu texto, conte:
• Qual foi a última prova?
• O que cada gaivota fez para tentar vencer?
• Aconteceu algum imprevisto durante a prova?
• As três gaivotas se ajudaram ou continuaram competindo?
• Quem foi a grande campeã? Por quê?
• Como as personagens se sentiram no final?